O ano em que tivemos quatro Misses Universo

23/12/2015

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Realmente foi um ano atípico para os concursos de beleza. Ano em que tivemos quatro vencedoras da principal competição mundial: a venezuelana Gabriela Isler (a Miss Universo reinante até o dia 25 de janeiro), a colombiana Paulina Vega (eleita em Doral), a colombiana Ariadna Gutiérrez (coroada por cinco minutos em Las Vegas) e a filipina Pia Alonso Wurtzbach (atual detentora do título). Imagino que o mais competente dos videntes jamais teria previsto algo assim, culminando com o papelão que foi o anúncio do resultado final no Teatro Axis, do Hotel Planet Hollywood, em Las Vegas, no início da noite do dia 20. O concurso começou às 16 horas e durou três horas.



Miss Brasil escutando a mensagem que a Miss Universo 1968, Martha Vasconcellos, enviou para ela


Cheguei a Las Vegas na noite da terça-feira e estive presente em alguns ensaios e na semifinal. Levava comigo várias informações colhidas nas redes sociais e na imprensa. Pessoalmente, concurso de beleza é sempre uma caixa de surpresas. E houve algumas. Pude constatar que Marthina Brandt era, sim, uma das grandes favoritas. Estava na lista de quase todos, não era invenção dos seus fãs brasileiros.



A Miss Colômbia era uma fofa, super simpática. Não sei de onde tiraram tantas coisas ruins dela, pois perguntei a algumas candidatas e todas negaram determinadas informações que circulavam nas redes sociais. A Miss Curaçao é linda pessoalmente – e poderia vencer. A dinamarquesa parece uma boneca de tão linda. O que compromete um pouco é a gengiva. A finlandesa também me causou boa impressão.



Na véspera do concurso, alguns jornalistas amigos brasileiros pediram a minha opinião por e-mail. Para todos sempre destaquei: Brasil, Colômbia, EUA, Austrália, Finlândia, Filipinas, Vietnam, Espanha, Dinamarca, Curaçao, Geórgia e Índia, não necessariamente nessa ordem. Essas eram as grandes favoritas para mim, entretanto existiam outras que poderiam surpreender e até levar a coroa, como Paraguai, Venezuela, Dominicana, Itália, França, Indonésia, Tailândia, Rússia, República Checa, Suécia, Kosovo e Peru. Sempre disse a amigos que esse concurso poderia ser uma reedição do de 1990, quando a norueguesa Mona Grudt ganhou quando não estava em nenhuma lista de favoritas. Mas isso não aconteceu, e as eleitas foram as previstas.

No dia da eleição aconteceu o Dress Rehearsal, como em todos os anos. É o ensaio geral, onde as misses se comportam como se fosse o concurso de verdade, com tudo cronometrado, para que não haja qualquer erro na transmissão ao vivo. Através de sorteio (dizem), são escolhidas as 15 semifinalistas que farão todas as marcações, mostrando que aprenderam tudo direitinho. Afinal, cada candidata treina como se ela fosse a escolhida Miss Universo, completando a noite com o seu desfile triunfal coroada. O ensaio começou bem cedo, às 8h, com pouca gente no teatro. Foram vendidos ingressos, mas eu ganhei o meu, presente do amigo William Prendiz. A primeira anunciada foi a belga. Depois, a Miss Brasil. Seguiram Curaçao, Eslováquia, Líbano, Filipinas, Austrália, Holanda, Cingapura, África do Sul, Panamá, Alemanha, Peru, Japão e Grã-Bretanha. Creio que tenha sido esse o ano em que mais meninas confirmaram a classificação em seguida, na hora em que estava valendo. Sete dessas misses conseguiram se classificar no Top 15, o que representa 46,66%.




Com a família da Miss Colômbia


O top 10 do ensaio: Eslováquia, Panamá, Peru, Austrália, Filipinas, Alemanha, Líbano, Grã-Bretanha, Holanda e Cingapura (somente duas confirmaram). Nas cinco estavam Grã-Bretanha, Líbano, Holanda, Filipinas e Peru. Essas duas últimas saíram e o resultado final foi com a coroação de Lu Sierra, a modelo que ensaia as misses há nove anos. Isso para que não haja qualquer especulação sobre favorecimentos. Um fato interessante: em 2007, na Cidade do México, aproximei-me de Lu e, brincando, perguntei qual país ela representava. Lu respondeu bem séria, imagino que pensando que eu não soubesse quem ela era: “I’m not miss! I make Miss Universe”!



O ensaio geral serve para confirmarmos as favoritas. Algumas estão arrumadas, mas a grande maioria ainda está sem maquiagem e com cabelos desalinhados. Pia Alonso, a Miss Filipinas, estava impecável, com o lindo vestido azul. Marthina foi bastante aplaudida em todas as suas apresentações no ensaio, como mostra o vídeo que publiquei dela na Parada das Nações. Um detalhe que observei em relação à Miss Brasil: ela era super favorita, mas a cotação caiu um pouco depois do Presentation Show. Algumas pessoas reclamavam que ela estava magra demais e que tinha “pegada” de top model. Realmente, Marthina pisa como uma modelo. Acredito que para miss, nos tempos atuais, qualquer candidata deve fazer o casamento das duas coisas, ou seja, pisar firme como uma modelo, mas com a graça de uma miss. A colombiana sempre foi a grande favorita. Quando acabavam os ensaios, ela era a mais assediada, a que mais posava para fotos. No penúltimo dia, Ariadna ficou minutos atendendo aos fãs de todo o mundo, enquanto as outras candidatas se movimentavam com pouco assédio.




A noite final


Terminado o ensaio geral perto do meio-dia, atravessei a rua, almocei no hotel e fui trocar de roupa. Em concursos anteriores todos estavam de traje social. Mas, vi algumas raras pessoas de traje esporte e até camiseta, o que achei estranho. Como sempre, o espetáculo é lindo. Gente de todo o mundo chegando, muitos trazendo as suas bandeiras. Graças a Deus que as cadeiras são marcadas, porque nos outros eventos é de quem chegar primeiro... imagine a confusão! Tirei algumas fotos, revi amigos e recebi muitos parabéns pela candidata brasileira. Uma coisa estranha: vi poucos brasileiros. Encontrei nos dias prévios o fotógrafo Antonio Salani (que conheci nos concursos de Miss Brasil) com dois amigos (um deles, o Ralph Santos, de Brasília, escreveu palavras bonitas no seu face sobre a Miss Colômbia e sua simpatia – que ele conheceu pessoalmente e tirou fotos com ela), a Clóris (Miss SC Mundo) e mais ninguém. Deve ter sido a crise, pois este foi o Miss Universo com menos brasileiros de todos que presenciei.




Carlos Capetillo comigo


Na chegada ao Planet Hollywood uma surpresa: meu amigo Carlos Capetillo, funcionário do Miss Universo, me presenteou com um ingresso – bem melhor do que o que eu tinha comprado, pois era mais à frente. Fiquei junto com amigos (que também foram presenteados) e o coração parecia querer sair pela boca. Todos comentando sobre suas favoritas, e muitos sempre citando Miss Brasil para o top 5. Levei a bandeira grande que tenho do nosso país e fiquei agitando-a. A ponto de, num dos intervalos, o animador perguntar pelo “guy from Brazil”. Enquanto não começa o concurso, um rapaz muito simpático fica entretendo a plateia, perguntando pelas torcidas, dizendo coisas engraçadas... e provoca muitos aplausos! Depois de começado o concurso, ele volta nos intervalos, levantando as torcidas, perguntando quem vai ganhar etc.



Essa parte da chegada ao teatro é muito interessante, pois vemos as celebridades e ex-misses. Este ano estavam Chelsi Smith, a Miss Universo 1995, e diversas candidatas a Miss USA. Sem contar as diretoras nacionais Desiree Lowry (Miss Porto Rico 1995) e Jessica Newton (Miss Peru 1987), além da lenda Stella Marquez (primeira Miss Beleza Internacional, hoje presidente do Miss Filipinas). Parecia que tinham transferido toda a população das Filipinas para o Axis. Como eles gostam do concurso... Muitos estavam montados e com faixas de miss. Não faltou uma trava com um vestido idêntico ao famoso usado pela Miss Universo 2007 Riyo Mori. Missólogos de todos o mundo estão presentes e é hora de reencontrar grandes amigos, entre eles outra lenda dos concursos, o norte-americano de Los Angeles William Prendiz de Jurado, que tem na sua coleção, entre outras raridades, o troféu da primeira Miss Universo (Will também já teve a generosidade de me receber no aeroporto de Los Angeles e me levar para conhecer Long Beach, onde nasceu o concurso, seguido de um jantar na sua casa onde esteve presente Alicia Machado, Miss Universo 1996. No ano seguinte, Will ofereceu-me mais uma vez um jantar, e dessa vez estava entre os convidados Osmel Sousa, a lenda venezuelana).




Começa o concurso, com o barulho ensurdecedor das torcidas. São oito mil pessoas incentivando a sua representante. No segundo balcão, alguém pendurou uma bandeira gigante do Brasil. A pessoa me cumprimentou de longe, mas não reconheci quem era. Imaginei que fosse o Salani. Os fãs são um espetáculo à parte. Dois estavam vestidos de Miss Universo! Outro, à minha frente, era de Curaçao e deixou cair a calça quando a miss do seu país foi chamada nas 15 semifinalistas. E, a cada aparição de Kanisha, ele começava a pular desesperadamente e a calça mais uma vez caía, provocando gargalhadas de todos que estavam próximos.

A Parada das Nações foi gravada. Ao vivo, apenas o DJ com o baterista e os dançarinos – e nós, claro, na plateia. Foi a gravação enfadonha após o Presentation, da que falei num texto anterior. Mas a produção é perfeita e parece que realmente a apresentação em trajes típicos é ao vivo. As torcidas ovacionavam sua representantes e algumas favoritas. Não lembro de ter visto o MC Steve Harvey fazendo esse trabalho anteriormente.




Eu focalizado na transmissão na hora em que a brasileira se classificou



Veio a chamada do top 15. Graças a Deus a brasileira foi a primeira chamada. Poupou-nos da agonia... rsrsrs Em seguida, Austrália, outra das grandes favoritas. Por enquanto, nenhuma surpresa. Mas ela logo chegou: Indonésia! É linda, mas não era das grandes favoritas. Eu achava que ela poderia chegar sim ao top 15, até top 10. Tem um rosto bonito, mas nada de bumbum. A quarta chamada era uma das grandes favoritas e contava com uma torcida gigantesca, com todos carregando uma bandeirinha: República Dominicana. Gosto dela, muito simpática, corpo de matar e uma personalidade “arrolladora”. Em seguida é anunciada a Miss Filipinas. O auditório vem abaixo. Parece um terremoto cada aparição de Pia. Em seguida: EUA, França e Curaçao. A ilha caribenha estava muitíssimo bem representada e eu até pensei que Kanisha poderia vencer. Conversei muito com ela e sua família nos dias anteriores. Bastante alta e falando várias línguas, é extremamente simpática e tem o corpo lindo. Teria sido uma bela Miss Universo. Talvez tenha faltado o peso da faixa.



A belga foi outra candidata mediana que fez sucesso. Estava entre as possíveis tops. A japonesa tem uma beleza comum, mas desde o primeiro momento falei que ela poderia classificar pelo exotismo. O seu desfile em traje de noite foi maravilhoso. Parecia até uma cria de Ines Ligron. Venezuela é Venezuela. Queiramos ou não, eles sim sabem preparar uma miss. Foi notável o progresso desde que ela foi escolhida no seu país e se tivesse avançado ao top 5 não teria me surpreendido. Era um dos melhores corpos do concurso. Também acessível e simpática. Um doce de pessoa. África do Sul foi uma tremenda surpresa. Arrisco dizer que foi a primeira zebra da noite. Não é feia, mas se fosse para colocar uma negra africana havia opções bem melhores, como a Miss Angola ou a Miss Tanzânia.



A próxima foi para matar! Eu e meus amigos já comentávamos sobre a falta da favorita nº 1 no top e finalmente ela foi anunciada: Miss Colômbia. O medo era que ela recebesse o prêmio Ruth Ocumarez! Rsrsrs A colombiana era perfeita: cara, corpo, altura, simpatia, magnetismo pessoal, tudo o que se espera de uma Miss Universo. Era uma das poucas que ficavam todos os minutos permitidos atendendo aos seus milhares de fãs. Miss México foi outra zebra da noite. De beleza comum, pode ter sido um capricho do júri da preliminar para dar uma resposta a Trump. Por último, outra das minhas favoritas: Miss Tailândia, ganhadora do melhor traje típico com o seu Tuk-Tuk. Linda e também com uma torcida grande – muitos usando uma faixa igual onde se lia “Thailand”.




Ficaram de fora, como em todos os concursos de Miss Universo, muitas que poderiam ter chegado mais longe, como as Misses Paraguai, Dinamarca, Espanha, Vietnam, Geórgia, Rússia, Índia, Itália, Kosovo, República Checa e Peru. Até Uruguai ou Suécia eu pensei que pudessem entrar. Por isso que sempre me preparei para uma surpresa. Que, graças a Deus foram poucas. Diria que somente México e África do Sul foram realmente inesperadas.



Veio o desfile em traje de banho. Em geral, corpos magros e tonificados. Acho que o único que destoava era justamente o da filipina. Como muitos já disseram, parecia a cabeça de uma pessoa no corpo de outra. O bumbum da filipina é muito feio – um lado diferente do outro. E as pessoas, de brincadeira, diziam que era “made in Colômbia”, já que as filipinas têm assessoria de colombianos por conta da sua diretora nacional – quase sempre do famoso estilista Alfredo Barraza, que conheço pessoalmente de vários concursos, inclusive o Miss Colômbia.



Como já disse, faltava bumbum na Miss Indonésia e a japonesa não tem um rosto lindo. Acreditava que continuariam no páreo: Brasil, Austrália, Dominicana, EUA, Curaçao, Venezuela, Colômbia e Tailândia – entre essas estaria o Top 5!



Veio a surpresa com a desclassificação de Marthina. Creio que o lugar dela foi ocupado pela Miss França ou pela Miss Filipinas. Por outro lado, esperava que Curaçao estivesse nas cinco. Merecia. Havia um grupo de Curaçao à minha frente, e quando a brasileira não entrou no Top 10 eu disse a eles: a partir de agora, nasci em Curaçao. E eles vibraram! Parabéns à França porque depois de 61 anos voltou a ser finalista. A única tinha sido justamente a Miss Universo 1953, Christiane Martel.



Quando estavam somente as três finalistas, cheguei a imaginar e, até já tinha comentado antes com meus amigos, que a Miss EUA poderia ser a vencedora, não somente pela sua beleza estonteante, simpatia e magnetismo, mas também por ser o primeiro ano da nova organização. Algo que também aconteceu em 1997 com o início da era Trump. E Olivia Jordan de vestido branco estava magnífica. Os vestidos da colombiana e da filipina também eram maravilhosos. Haveria um empate nesse quesito.





Quando o Steve Harvey chamou a norte-americana em terceiro, imaginei que a Miss Filipinas teria vencido, porque há um grande preconceito no mundo todo por conta da eleição das latino-americanas. É como se o mundo estivesse cansado de tanta repetição. A colombiana é infinitamente melhor, a real Miss Universo 2015, mas eu duvidava de um back-to-back justamente por isso. Cheguei a conversar com diretores nacionais e eles reclamaram da reincidência latina. Quando foi anunciada Colômbia em primeiro lugar, a emoção foi demais. Vejam o meu vídeo que postei na minha página no Facebook. Era um sonho tornado realidade, principalmente para os colombianos. Sei o valor que eles dão aos concursos de beleza, como são apaixonados. Presenciei isso quando estive em Cartagena, no Miss Colômbia 1994.



“I’ve to apologize”... Foi um “ohhhhhhhhh” quando ouvimos essa frase! Algo estava acontecendo e imaginei o pior, que logo se confirmou: o apresentador admitiu que houve erro e anunciou que a vencedora era a filipina. Para mim, era um pesadelo. Pensei que ali começaria a terceira guerra mundial, porque o auditório ficou dividido, com os filipinos em metade do Axis e a outra era de latinos que apoiavam a Miss Colômbia. Mas, Ariadna Gutierrez mostrou uma classe e uma calma impressionantes. Devolveu a coroa e ia se retirando com Paulina Veja, sua prima e Miss Universo 2014, quando se lembrou que ainda estava com a faixa. Voltou e a devolveu a Pia. Digna!

Na pateia todos estavam atônitos e de pé. Stella Marquez, a presidente do Miss Filipinas, estava umas três filas à minha frente. Serena, parecendo não acreditar no que se sucedia. Raimundo Ângulo, o presidente do Miss Colômbia, estava no outro lado do auditório, rodeado por colombianos. Aproximei-me de Stella (pois estávamos nos falando todos os dias e ela tinha uma lembrança para me dar – o que acabou não acontecendo por conta da confusão) e a parabenizei. Depois estive com Raimundo e gravei uma entrevista. Ele ressaltou a classe de Ariadna e disse que a Colômbia era a vencedora, pois a olhos vistos era a verdadeira Miss Universo 2015. Falou que a colombiana mostrou o valor da mulher latino-americana e garantiu que não entrará com um processo contra o concurso.




A grande maioria das candidatas foi consolar a Miss Colômbia, enquanto a nova Miss Universo contou com o apoio de pouquíssimas candidatas, a maioria asiática


A segurança a todo momento pedia para que o teatro fosse esvaziado, mas pessoas teimavam em olhar para o palco e acompanhar os acontecimentos. Pia estava tirando fotos com os jurados e depois atendeu à imprensa. Eu estava credenciado, mas não tive a menor vontade de ir lá ver o que ela tinha para dizer. Preferi acompanhar as pessoas e sair do teatro, onde se formou um grande burburinho na saída. Comprei mais program books e comecei a conversar com as pessoas ocidentais, que estavam indignadas. Os filipinos, felizes! C’est la vie...

Conversei muito com a Miss Angola, Whitney Shikongo, e fiquei sabendo que ela ganhou o prêmio de Miss Congeniality. Chateada por não ter sido anunciado na transmissão final, fez diversas críticas ao concurso, dizendo que havia candidatas com tratamento preferencial. Fiz uma aposta com Whitney: ela disse que Ariadna havia concorrido com Paulina no Miss Colômbia. Respondi que não, que Ariadna seria a Miss Sucre junto com Paulina Miss Atlântico, mas por questões de contratos comerciais de modelo, Ariadna adiou a participação e pode receber a coroa de Paulina em novembro do ano passado. Claro que ganhei, né? O quê? Uma passagem de ida e volta para Angola! Rsrsrs

A noite terminou com a bruxa solta. Os filipinos comemorando e os latinos lastimando. No bar em frente ao teatro, Halo, o concurso era exibido como se fosse ao vivo e atraiu uma multidão que vibrava com as suas favoritas. Inclusive Marthina. Fora, exatamente na mesma hora, na Las Vegas Boulevard, uma mulher atropelou 36 pessoas e matou uma. Foi exatamente em frente ao Planet Hollywood. Ela subiu na calçada, atropelou alguns, desceu, seguiu na pista, subiu novamente e atropelou outros. A avenida ficou interditada por horas.

No dia seguinte, no meu voo estavam pessoas do staff do Miss Universo e a Miss Ilhas Virgens Britânicas. Cinco horas de voo até Miami. Lá, no free shop, o assunto era o Miss Universo. E até entre os brasileiros no avião de Miami para Salvador. Um assunto que ainda vai dar muito o que falar...



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Um comentário:

    muciolo ferreira 23 de dezembro de 2015 10:02

    Com todo o respeito que a brasileira merece, ela até que foi longe demais ficando entre as 15 semifinalistas. Porque com aquele corpo que parecia ser uma tuberculosa, sei não. Acho que faixa com o nome Brazil pesou na sua inclusão. Mas adorei suas considerações finais sobre o concurso, principalmente os detalhes sobre a platéia, extra-passarela. Feliz Natal e próspero 2016. Um forte abraço,
    muciolo

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