ANAJU DORIGON: "QUANDO ME ARRUMO FICO UM MULHERÃO"

07/08/2017

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Anaju Dorigon já foi miss, fez trabalho voluntário pela América Latina e se prepara para correr uma maratona em setembro. Aos 23 anos, a atriz, que foi vilã em Malhação, afirma que o artista tem de saber as consequências de suas ações nas redes sociais


05/08/2017 18H06 - ATUALIZADO EM: 05/08/2017 18H06 / POR POR RAQUEL PINHEIRO


Quem vê Anaju Dorigon nem pensa que a atriz já lutou com a balança e quase teve diabetes. “Aos 19 anos, fui diagnosticada com hipoglicemia reativa, que é algo muito comum, mas, meu caso foi atípico: tive um episódio muito brutal, desmaiei e tive convulsões”, lembra a atriz, que, ao terminar Malhação, em 2015, não gostou do que viu no espelho. “Eu, que sempre fui magrinha, me descuidei da hipoglicemia. Estava inchada, com excesso de insulina no corpo. Passei a me alimentar corretamente, virei vegetariana, e me dediquei à atividade física com total afinco”, conta ela, que perdeu dez quilos e, hoje, se prepara para uma maratona.



A paixão pela corrida é antiga e veio a calhar quando ela virou embaixadora de uma marca esportiva. “Em março, foram 12 quilômetros no Chile, e, neste domingo (30), corro 21 na Colômbia. Aí, em setembro, vem a Maratona de Berlim, com seus 42”, empolga-se Anaju, 23. Para dar conta de tanto chão, ela, que ainda faz ioga, mantém os treinos até viajando. “Uso as academias dos hotéis. Graças a Deus meus joelhos aguentam”, brinca.


Com 1,70 metros e 51 quilos, ela tem corpo de modelo, carreira que começou aos 3 anos. Aos 13, veio a virada na vida da adolescente de Campinas criada em Valinhos, interior paulista. “Fui convidada para o Miss Teen São Paulo e venci. Dormi de faixa e coroa de miss”, lembra ela, que ganhou o Miss Teen Brasil. “Representei o país no Miss Teen América do Sul e Miss Teen Universo, no Equador”, diz Anaju, que levou os títulos e se aposentou aos 18. “Queria ser atriz”, explica.


Anaju defende os concursos de beleza, bem criticados. “Existe uma grande diferença entre os nacionais e os internacionais. Na América Latina, a parte estética é 20%. Você tem de ter um conjunto de qualidades e é obrigatório participar de um projeto social”, explica ela que, em um deles, na Colômbia, trabalhou pela conscientização dos jovens sobre a AIDS.


Nos concursos ela tinha a companhia dos pais, a pedagoga Rosana Dorigon, 51, e o consultor Fábio Pereira, 53. Anaju fez parte do Ensino Médio a distância e, de tanto viajar por países de língua espanhola, aprendeu o idioma e se apaixonou pela cultura latina. “Não sei se é coisa de outra vida, mas tenho ascedência espanhola e sempre fui louca por salsa. Estava cansada de Despacito antes de chegar aqui”, diz ela, que chegou a rodar um filme em espanhol, Jesus de Nazareth, ano passado.


A atriz é a mocinha Dulcinéa de Belaventura, trama da Record, e disfarça quando o assunto é namoro. “Deixa para lá, por favor!”, pede ela, que, desde pequena, abria os armários de casa, colocava salto e echarpe e passava maquiagem. “Ana Júlia sempre foi dramática”, diverte-se Fábio. “A gente entendeu mais tarde que ela usaria aquilo na profissão. Minha filha é extremamente responsável, muito comprometida e vai de cabeça, corpo, alma, coração e tudo o que tem” diz o consultor, que apoiou a filha quando ela foi estudar na filial da New York Film Academy, em Los Angeles.


“Fiquei um ano lá. Na volta, fiz testes para a Globo e comecei a trabalhar”, diz Anaju, que mudou para o Rio. “Eu era muito paulista. Era da noite e usava muito preto. Me descobri no Rio”, explica ela, que não abraçou totalmente a informalidade da cidade. “Vou trabalhar de salto, o que é comum em São Paulo e aqui não. Quem me conhece sabe que faço 90% das minhas coisas de salto, vou pro shopping com um rimelzinho e batom... Amo make! Mas me seguro, porque, se deixar, quando me arrumo fico um mulherão”, diz. Nas redes socias os fãs pedem dicas de estilo. “A internet é uma bênção na minha vida. Até hoje, fico pasma com a quantidade de amor que recebo”, diz ela, que chama as fãs de “marida” e toma muito cuidado com o que faz na web. “Me sinto responsável pelo que escrevo. Tenho dois milhões de seguidores e procuro guardar para mim, por exemplo, o que acho da política. Como artista, nos é dada uma voz. Ninguém é obrigado a usá-la. Mas, se o fizer, há consequências. Antes de falar algo na internet, pense e saiba respeitar os outros”, ensina.


Fotos: Tadzo Queiroz, Arquivo Pessoal, Reprodução Instagram; Stylist: Erick Maia; Produtor De Moda: Renato Monteiro; Beleza: Lucas Almeida


http://revistaquem.globo.com/Entrevista/noticia/2017/08/anaju-dorigon-quando-me-arrumo-fico-um-mulherao.html

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